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20 Primaveras de Brasil

A  Flora Fogaça celebra duas décadas como uma referência do País na produção de flores

Editorial

20 anos de história de flores!

 

As duas décadas da Flora Fogaça, uma das maiores floriculturas do Brasil, são pautadas por uma boa base familiar e a determinação de seu fundador Cláudio Fogaça.

 

Contar a história dos 20 anos de uma empresa em uma única publicação não é tarefa fácil, muitos menos a nossa pretensão. A revista comemorativa da Flora Fogaça é uma homenagem a pessoas, representadas por Cláudio Fogaça, sua família e seus colaboradores.

 

Não é uma revista técnica, é uma proposta de falar sobre humanidades, fazer uma contação de histórias. E a vida de Cláudio, fundador da Flora Fogaça, se confunde com estas primeiras duas décadas da empresa, como um filme ou tema de livro.

 

Naquele ano de 2003, a possibilidade dos planos de Cláudio darem errado era grande. Havia incertezas de uma mudança de governo, de até mesmo se o setor de floricultura no Ceará vingaria, pois ainda estava engatinhando e havia resistência ao setor na Ibiapaba. Além destes fatores, ele não tinha o capital necessário para começar o empreendimento.

 

E neste aspecto, Cláudio demonstrou uma visão de futuro, de projetar algo grandioso, literalmente começando do zero. Guardando as devidas proporções, ele foi como uma cozinheira, que visualiza em sua mente como ficará aquele prato delicioso.

 

E a Flora Fogaça se tornou uma das referências em floricultura no Nordeste por conta da resiliência de seu fundador, que mesmo com as adversidades, acreditou que seria possível.

 

Aquele Técnico Agrícola, da cidade paulista de Avaré, chegou ao Ceará, cheio de sonhos, aproveitou as oportunidades e projetou uma grande empresa que hoje atua em quatro estados brasileiros e distribui flores para quase todo o País. Contou, ele sempre reconhece, com ajuda da família, de amigos de verdade e dos seus fiéis colaboradores para transformar as suas ideias em ação.

 

Em 2023, celebramos 20 anos da Flora Fogaça, da família Fogaça, dos amigos de Cláudio, de seus colaboradores, de Pelé e do cozinheiro Cláudio Fogaça, que além de empresário é um excelente mestre-cuca!

Valorização das pessoas

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O alcance das ações da Flora Fogaça pode passar despercebidas para algumas pessoas. Vão além da relação comercial com o cliente. A valorização das pessoas é um dos princípios dos valores da Flora Fogaça. Dos ideais da empresa, para seguir nos objetivos, é o mais importante.

 

Nesses 20 anos de conquistas, o fundador da Flora Fogaça, Cláudio Fogaça, sempre buscou valorizar o potencial das pessoas no exercício de suas funções, no compromisso em fazer bem feito e oferecer boas condições de trabalho ao colaborador. A empresa foi se consolidando, o empresário considerou que a empresa pode fazer mais pela comunidade e desenvolver ações sociais que cheguem a lugares distantes, que nem ele [Cláudio] mesmo tem a dimensão deste alcance.

 

E nas ações externas, a empresa desperta sonhos em crianças e adolescentes, que em uma simples frase imaginam uma possibilidade em suas vidas, diante da marca Flora Fogaça e do seu alcance.

 

A harmonia com a natureza da sede no Ceará é exemplo. As pessoas expressam o quanto se sentem bem em um cenário idealizado por Cláudio. ‘‘O espaço me deixa encantada’’, disse Márcia Amorim, uma carioca que esteve no Sítio Ipiranga, em São Benedito, com a sua irmã

 

‘‘Vou estudar para trabalhar lá um dia’’ e ‘‘Quero conhecer os jogadores do Santos’’. Não precisa de legenda para descobrir os autores das frases.

As irmãs do Rio de Janeiro Márcia e Mara; os alunos da Escola Profissional Waldemar Alcântara, no stand da Flora Fogaça na 3ª Feira Impulsiona Ceará, em Ubajara; os irmãos Maria e Pedro, na Areninha no bairro de Fátima, em São Benedito, nos jogos das equipes do Santos Mirim.

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CláudioFogaçaUma históriade família, trabalhoe gratidão

A entrevista com Cláudio fluía há mais de duas horas e, no meio da conversa, ele contou um dos fatos marcantes em seu início como produtor de flores em São Benedito. "Eu pegava o ônibus daqui, o Ipu Brasília e chegava em Fortaleza às cinco da manhã. E da rodoviária, eu pegava um moto- táxi com aqueles dois ’volumões’ nas costas cheio de flores para distribuir", recorda.

 

O início do empresário não foi fácil, foi feito de batalhas, contou com o apoio fundamental da família e de amigos que o ajudaram na empreitada.

 

Cláudio chegou ao Ceará aos 31 anos de idade, em 3 de janeiro de 2002, trabalhava com um atacadista em Tianguá. Depois de algum tempo, resolveu ter o seu próprio negócio, mas encontrou alguma resistência.

 

“Não havia o mercado aqui, não tinha nada. Lembro que falei com uma pessoa sobre plantar flores e ela me disse: não, moço, você tem que plantar pimentão”. “No Dia de Finados, eu pegava uma carrada de flor e ia vender no sertão, não tinha mercado não mesmo”, reforça.

 

Mas antes de continuar sobre o início de Cláudio Fogaça no setor de floricultura, é preciso falar sobre outra pessoa: o Dirceu Antunes Fogaça, seu pai.

 

O patriarca da família foi pioneiro no ramo, não como produtor, mas com as vendas de flores. Ao Iado da sua saudosa esposa, Benedita Aparecida Fernandes Fogaça, Seu Dirceu fez história cruzando as estradas do Brasil e além-fronteiras.

 

Dirceu foi pioneiro na venda de flores de Holambra para a cidade de Belém. Vendia também em Salvador, São Luís, Teresina e em Rondônia. “Até na Argentina eu vendi flores”, conta sobre a sua ida a Pedro Juan Caballero.

 

Outro ponto que fez questão de mencionar foi o quanto a sua esposa, a Dona Benedita, era uma companheira importante em sua vida e nas suas viagens. “Ela desenrolava bem”. “Cheguei até dizer para ela: ninguém é igual a você, como ajudante”. Elogiou a mulher em um misto de lembrança e emoção.

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Dirceu Fogaça reúne a família, filhos, netos, noras, genro e bisneta para receber a reportagem da revista, em Holambra-SP. No cardápio, a tradicional galinhada, prato feito de arroz e frango, que era uma das especialidades de sua esposa Benedita Aparecida Fernandes Fogaça.

Em meio as recordações, ele fala dos filhos com alegria, “me orgulho dos meus filhos, nunca me deram trabalho”. Quando perguntado sobre Cláudio Fogaça, ele fez um paralelo entre a infância, adolescência e o empreendedorismo do filho mais velho. “Ele com sete anos já trabalhava de engraxate e cresceu trabalhando. Quando decidiu estudar, dei o meu apoio”.

Logo em seguida, fala com o coração novamente, “sinto orgulho dele [Claudio Fogaça] por ter acreditado que era possível trabalhar com flores no Ceará”.

De fato, Cláudio batalhou bastante desde o início. O paulista de Avaré, Técnico Agrícola, formado em 1992, se interessava por flores por força do trabalho, mas quando tomou a decisão de abrir uma empresa, ele não tinha o capital necessário e contou com a ajuda financeira e logística de amigos.

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Cláudio  Fogaça, nos seus 50 anos, ao lado de sua esposa Nilclece de Paula

“Agradeço a diversos amigos que me ajudaram e contribuíram para o crescimento da empresa, Sebastião, Maranhão, Carlinhos, Sérgio Freire, Magalhães, Laércio, Nivaldo e tantos outros”

Cristóvão Ribeiro de Oliveira, o Maranhão dos Pneus, é um dos amigos de Tianguá. Até hoje eles mantém a amizade. “Tenho orgulho de ser amigo de Cláudio. Aprendi muito com ele, o sucesso não subiu a cabeça, um cara bom, muito profissional”, elogia.

Maranhão dos Pneus, ao lado de Cláudio Fogaça, em Tianguá-CE, no ano de 2002

“Agradeço a diversos amigos que me ajudaram e contribuíram para o crescimento da empresa, Sebastião, Maranhão, Carlinhos, Sérgio Freire, Magalhães, Laércio, Nivaldo e tantos outros”

Cristóvão Ribeiro de Oliveira, o Maranhão dos Pneus, é um dos amigos de Tianguá. Até hoje eles mantém a amizade. “Tenho orgulho de ser amigo de Cláudio. Aprendi muito com ele, o sucesso não subiu a cabeça, um cara bom, muito profissional”, elogia.

O filho de Cláudio, Matheus Fogaça, antes de falar sobre o seu pai, comenta que "os vinte anos da Flora Fogaça representam tudo em nossas vidas: o trabalho, a responsabilidade com os clientes e muita parceria com os amigos que ajudaram bastante para o crescimento da empresa".

"Meu paí é um grande homem, corajoso de ter vindo tentar a vida aqui no Ceará. Sair de São Paulo sem nada, só com a mala para tentar viver aqui, merece respeito", pontua Matheus.

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Matheus  Fogaça,  em um dos campos da empresa, em matéria  do Jornal O Povo,  publicada  em 21/03/20222

"Meu paí é um grande homem, corajoso de ter vindo tentar a vida aqui no Ceará. Sair de São Paulo sem nada, só com a mala para tentar viver aqui, merece respeito", pontua Matheus.

A família de Cláudio Fogaça reconhece a coragem, atitude e a liderança dele, mas ele mesmo lembra o quanto Dona Benedita Fogaça o influenciou.

"Minha mãe tinha o espírito de a empreendedorismo, trabalhava, c não desanimava, corria atrás, ela sempre dizia: vai que dá certo".

“Minha mãe tinha o espírito de empreendedorismo, trabalhava, não desanimava, corria atrás, tinha atitude, e dizia: vai que dá certo”.

Em 2023, a Flora Fogaça celebra vinte anos de fundação e Cláudio afirma que terá novidades na empresa. “Quero inovar mais, dar uma ajustada nos negócios e fazer mais pelo social, também no lado pedagógico com as crianças [do Projeto social do Santos Mirim.

Ainda sobre as duas décadas da empresa, ele diz que “passa um filme em sua cabeça”. “Estava sem perspectivas de crescimento em São Paulo, aí surgiu uma oportunidade em trabalhar no Ceará, pensei. Eu queria também respirar outros ares e falei: vou vencer, vou vencer, trabalhar, trabalhar e está aí o resultado”, finaliza.

São 20 anos da Flora Fogaça! É isso, Cláudio, como diz a frase atribuída a Stubby Currence “o dicionário é o único lugar do mundo em que o sucesso vem antes do trabalho”.

Saudades Eternas

Benedita Aparecida Fernandes  Fogaça,

a matriarca que  inspirava os filhos e as filhas, descrita por Claudina Aparecida

Fernandes Fogaça

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Para mim ela é, foi e sempre será a pessoa mais importante que Deus deu o prazer de me colocar como filha.

 

Ela sempre é minha inspiração e exemplo para tudo. Sempre fez tudo para todos. E não parava nunca.

 

Sempre tinha alguma coisa para fazer e que eu chegava do trabalho a gente ficava conversando sobre tudo. E depois ríamos que a gente ficava perdendo tempo nas conversas.

Se eu soubesse que ela iria embora tão cedo, tinha conversando mais. Daria mais risadas, aprendido mais, pedido mais desculpas, ouvido mais coisas quando ela queria falar mais.

 

Tudo que ela me ensinou em casa como fazer, quando fazer, ela também ensinou minhas filhas e hoje tudo que faço tem tudo dela . Desde comida, principalmente comida, faço e penso: será que está igual da mãe?

Paixão pelo Santos de Pelé

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Na foto, a família reunida na Vila Belmiro, diante da estátua em homenagem a Zito, jogador do Santos.

O pai e os três filhos foram assistir à partida Santos e Coritiba, em que o Peixe venceu por 2 a 1, em 17/04/2022. Da esquerda para a direita, Sérgio, Cláudio, Dirceu e Júlio.

E às vezes eu com meu pai aqui em casa, quando chego do trabalho, fazemos a mesma coisa: paramos e ficamos conversando e sempre lembro dela e tenho certeza que ele também pensa a mesma coisa que fazíamos quando ela ainda estava aqui.

 

É até clichê, mas ela é e era tudo para nós. Era meu porto seguro. Quando eu era criança achava que ela era muito brava mas se eu sou o que sou é por ela ter sido assim. Se não, o eu que eu seria? Ela era o esteio da família.

 

Engraçado. Até brinco às vezes, que ela foi esperta em ir embora primeiro, que ela não queria mais brincar de viver. Mas não foi antes de saber que estava tudo certo. Filhos tudo crescidos, criados, aprendido tudo que aprender, ensinado tudo para todos e era hora de voltar para casa.

O ano de 2022 ficará marcado pela despedida de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, o maior jogador de futebol de todos os tempos. E para os torcedores do Santos mais ainda.

Não foi diferente para Dirceu Antunes Fogaça, pai de Cláudio do Nascimento Antunes Fogaça. Apaixonado pelo time da Baixada Santista, já havia feito uma homenagem a Pelé ao colocar o sobrenome do atleta no seu filho Cláudio. Dirceu é santista roxo!

Com o tempo, a paixão do pai foi transferida para os três filhos. Apenas o filho mais velho teve o esse privilégio em ter o nome do rei do futebol agregado ao seu.

E o menino Cláudio iniciou o seu amor pelo peixe logo cedo, “começou assim aos dez anos, morando lá no interior de São Paulo, naquela época era difícil assistir futebol, era mais pelo rádio”, diz Fogaça.

Em entrevista concedida à TV Ibiapabana, do saudoso Salmito Neto, no Programa Grandes Nomes, Cláudio Fogaça também recorda que as narrações de Fiori Gigliotti estão em sua memória.

“A gente ficava ali só no radinho com Fiori Gigliotti, pois a cidade mais próxima para assistir jogo do Santos era Sorocaba, e transporte era difícil”.

E a tradição da família santista continuará. O filho de Cláudio, Matheus Fogaça, também torce para o glorioso alvinegro praiano.

Do Ceará a Belém: trabalho em equipe

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Semente, produção de mudas, plantio, germinação, irrigação, colheita, pós-colheita, o ciclo de vida de uma planta, são palavras presentes no cotidiano dos colaboradores da Flora Fogaça, pois isto é a essência da empresa: a produção de flores.

Nos quatro estados em que a empresa atua, com distribuição para o Brasil, há uma equipe que faz a diferença também na logística de distribuição dos produtos, que envolve do transporte, ao setor de vendas até o contato direto com os clientes.

O escritório de Fortaleza, por exemplo, atende no varejo e atacado, com vendas para as igrejas, funerárias,

decoradores, pequenas floriculturas, que preferem comprar em quantidade os produtos da Flora Fogaça. Para que esta cadeia seja bem-sucedida, vai depender de um gerenciamento ideal para administrar com qualidade um aspecto que a empresa prioriza: o bom atendimento ao cliente.

A gerente do escritório de Fortaleza, Milena Lima Brito, relata que a loja atende hoje mais on line e que o fluxo maior ocorre nos fins de semana. Ela conta que os funcionários se realizam com a satisfação dos clientes em relação aos produtos da empresa.

“Aqui em Fortaleza, ficamos felizes quando o cliente liga fazendo pedidos e diz que prefere as nossas flores pela qualidade delas e pelo preço ser mais em conta”, afirma Milena.

Outro aspecto apontado por Milena na relação com os clientes é a pontualidade “a gente prioriza a qualidade no atendimento, a entrega no prazo, para que em a gente possa ter este cliente sempre na Flora Fogaça”, conclui a gerente.

Os colaboradores da Flora Fogaça são comprometidos com a gestão de funcionamento da empresa e o setor financeiro é um dos exemplos disto.

Com vasta experiência na área, Maria das Graças de Brito Pereira, à frente das finanças da empresa, ela afirma que o envolvimento no trabalho é motivador para inovar.

‘‘Tenho o privilégio de fazer parte de uma empresa que me impulsiona ao crescimento, à medida que me permitem fazer parte do processo decisório. Isso me inspira, e me faz sentir motivada, comprometida e com liberdade para criar e inovar’’.

Ela ainda acrescenta, que seu trabalho é uma extensão de sua casa, ‘‘eu gosto tanto do trabalho aqui na Flora, que costumo dizer que aqui é meu segundo lar e a equipe é minha segunda família’’. Outro colaborador, que passou os seus primeiros três anos na cidade de São Benedito, mas precisou dar uma guinada em sua vida: Josué Moreira de Medeiros.

Há mais de cinco anos na Flora Fogaça como gerente da loja de São Luís, no Maranhão, Josué encarou um desafio pessoal ao se mudar de São Benedito e passar a viver em uma capital. “Estava perto de todo mundo que eu gosto, tive que sair da zona de conforto e enfrentar esse desafio em me mudar de cidade. Mas o povo do Maranhão foi muito receptivo com a gente”.

Outro ponto destacado por Medeiros foi sobre o quanto as pessoas ficam surpresas por conta do Estado de origem das “Elas ficam bem admiradas e a maioria não acredita que as flores são produzidas no Ceará, por causa daquela imagem de seca e falta de chuvas, elas ficam impressionadas quando conto que por lá existe uma serra [da Ibiapaba] que produz flores e tem um clima frio”, pontua.

Sobre esta impressão das flores, um dos clientes da loja de São Luís, o empresário Vágner Araújo Jorge, da Floricultura Artes Flores, conta o quanto a parceria de 15 anos com a Flora Fogaça virou uma relação mais que comercial.

‘’A Fogaça sempre foi um parceiro para a gente desde o início. Na verdade, a fundadora da floricultura foi minha mãe. A gente tem parceria de uns 13 a 15 anos, não digo só parceria, mas também como uma família’’, diz. Araújo tem mais dois sócios na Sobre esta impressão das flores, um dos clientes da loja de São Luís, o empresário Vágner Araújo Jorge, da Floricultura Artes Flores, conta o quanto a parceria de 15 anos com a Flora Fogaça virou uma relação mais que comercial.

Araújo tem mais dois sócios na floricultura [Maria do Carmo e Max], também destaca que os atendentes são ‘‘maravilhosos, nos apoiando, o Bruno, o Josué, e toda a equipe dando suporte’’. ‘‘A Fogaça trabalha com produtos bons, sempre com alta qualidade, por isso que a gente sempre prezou pelo atendimento e pelos ótimos produtos’’, conclui.

Estes feedbacks dos clientes ocorrem nas outras lojas também. O gerente da Flora Fogaça, filial de Teresina, no Piauí, afirma que ele recebe diversos elogios dos clientes da capital piauiense. ‘‘Eles estão sempre dizendo por meio de mensagens, áudios e fotos, o quanto as nossas flores são boas. Eu penso assim: quando mandam a foto do evento com as flores é porque gostaram’’.

A loja de Teresina atende mais floriculturas, decoradores, mas, segundo Vinicius Lima, também há demanda do consumidor final.

O mesmo ocorre em Parnaíba, cidade piauiense, localizada no extremo norte do estado. Na loja, segundo Alberto Lopes de Paiva, gerente, a demanda é grande por parte da população. As principais vendas são destinadas para a Diocese, outras igrejas, festas e os eventos em geral.

‘‘As nossas flores aqui são muito bem aceitas, áster, tango, as flores do campo, as rosas de excelente qualidade, agora que estamos com a Ipanema [rosa], o pessoal está gostando muito’’, reforça.

          

                      Margaridas em Belém

A loja em Belém atende a diversos públicos, desde igrejas ao decorador iniciante, aos que já têm mais tempo na área de festas e dos grandes eventos.

De acordo com Iana Oliveira Peres, do Setor de Vendas, na capital do Pará, a preferência dos paraenses é pelas margaridas. ‘

‘A procura grande atualmente são as margaridas, são flores do campo, calábria, muito utilizadas para a decoração de casamentos, das igrejas, escolhidas mais pela resistência e delicadeza’’, explica.

Na época do Círio de Nazaré, a procura pelas margaridas é maior, ‘‘o Círio é uma época festiva, é um patrimônio de Belém, a procura é enorme porque todo mundo quer ofertar uma flor para Nossa Senhora de Nazaré, seja ela uma margarida, uma rosa. As pessoas oferecem rosas, sejam amarelas, brancas, vermelhas. ‘‘Na Igreja [Basílica] a decoração é realizada com margaridas’’, conclui.

Nota da Edição: O Círio de Nazaré e´ uma celebração religiosa da Igreja Católica, que ocorre durante 15 dias, sempre no mês de outubro, no estado do Pará. A sua primeira edição foi em 1793. É considerada uma das manifestações religiosas do mundo. Em algumas edições, o número de fiéis que vão reverenciar Nossa Senhora de Nazaré chega a 2 milhões de pessoas.

Alberto Lopes, à frente da loja da Flora Fogaça, em Parnaíba, 2º maior município do Piauí em população. 153.863 habitantes (IBGE 2021)

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